O assobio do vento atravessando as cortinas.
Neste momento intensamente tenso,
Apareço.
O vento,
Este vento, o que assobiou pelas cortinas,
Espalha meu cabelo.
O pensamento, entra em minha cabeça,
Como o vento que atravessa o quarto.
O pensamento,
Este que me fez pensar,
Refletir e visualizar,
Me moveu até o espelho.
Triste movimento,
Pois vejo a palidez de minha pele,
Infeliz tentativa,
De ressurgir das cinzas de minha índole.
Minha índole acabada.
Preceito para mim,
Momentos menos tenebrosos,
Pois vivi momentos tenebrosos,
Já que desafiei Ele:
Eu quis amar.
Ao me olhar naquele espelho,
Percebo que ali sou eu!
Sou eu, sim, ali!
Tão diferente do meu nome.
Tão diferente do meu ser.
Tu me tornou diferente.
E em devidos segundos,
Apareço:
Por detrás de mim,
Olhando pela porta e sendo visto pelo espelho.
Tenho que voltar para cama,
Antes que eu acorde,
E perceba que estava dormindo
Na doce ilusão
De que você não vive na solidão.
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