Beijos e até mais

Em partes e partes afim,
Encontro e desencontros que não acho
nada que me encontre nem me ache.

Vamos seguindo em frente,
Olhando atentamente,
Procurando alguma coisa que não nos pertube a mente
E nos acalme eternamente.

Em frente, em frente,
Destrói-me o coração,
Cada pedaço caído no chão,
Cada pedaço lançado a cada passo,
A cada passo que eu faço para frente.

Atrás, com um olhar,
Esqueço tudo e procuro enxergar o que virás.
Verás que, um dia, quem sabe,
Terá o que necessita.

Nem um pouco descontraído,
Tenso, triste, preso no amor incubido.
Desconto-me em choros, depressão e poesia.

Ah, a poesia, me afoga as mágoas,
Me desmonta com falas, versos,
Palavras.

Raiva de me expressar.
Decepção do que vivi.
Agonia por não ser mais assim.

Uma agonia no peito, que forma aos poucos em coração. Uma falta grande, um mundo perdido parece estar caindo sobre o verdadeiro mundo. Este mundo que cai é a realidade. Não é uma dor, é uma falta, um vazio, um vexame percorre minha veia, pedindo por humilhações, por voltar atrás e submeter-se a condições que serão o meu fim. Mas me deixarão felizes por alguns segundos. A conjuntura principal. Felicidade com amor. Pois de que serve a felicidade sem o amor. Melhor viver sem a felicidade, do que viver sem o amor. A sensação que preenche seu coração, lhe encobre, lhe transforma, lhe torna únicamente no mundo. Um gozo a liberdade do prazer, o desejo vital, como se aquela fosse a única pessoa no mundo também.
Onde só há espaços para dois.
Vocês dois.
Você e eu.
Beijos e até mais.

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