Skins

Agora eu entendo o seriado Skins. Uma sátira pessimista de um roteirista que consegue enxergar a vida de forma áspera, mas diria, real como ela é. Perpetua uma vingança eterna dos jovens, comparando-os aos fúteis adultos que continuam com seus pensamentos cheios de atitudes mesquinhas: orgulho, raiva, incompreensão. Todos conseguem continuar a se sentirem donos de um mundo onde ninguém de ninguém e sua abolição aos sentimentos mais puros se tornando vulgares diante de drogas e sexo.

Um homem que com certeza viu pessoas que cogitava parecer tão boas e se perdiam na tristeza dessa decadência social já sem volta e sem fim onde não se sabe nem mais ao certo onde vai parar. Uma decadência, não somente jovial, como humanística onde pessoas conseguem putrefazer seus sentimentos até virarem pó ou pequenas partículas perdidas no ar.

Um mundo nojento enfrentado de forma abrupta com arrogância e pessoas que são tão pessimistas com suas vidas que chegam ao determinado ponto de acharem que não se merecem as aquelas outras pessoas que tão futéis pelo pensando chúlo de que é, a vida delas tem mais valor que as outras.

Mas o valor da nossa vida é igual a de todos nós e quando procuramos nos identificar da forma que nós desejaríamos ser e o outro não aceita e daí surgem as diferenças e no final das contas não sabemos por fim que porra nós somos e perdidos nessa falta de definição ou excesso de definição acabando nos reduzimos ao nada e continuamos vivendo nossas vidas mesquinhas de sua insignificância incalculável.

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