Expõe Idéias

Days are longer and years are shorter

Ele acordou com asía e não sabia muito bem se era a Asia aquilo que aos poucos se desembaçava aos seus olhos na janela de defronte.

Pensou nos dias que foram e no hoje que tarde já lhe derrubava da cama. Lembrou-se do sol, dos anos. Do calor, que com o seu atroce fritar de nervos cutâneos progressivamente contamina o cérebro de uma impaciência sem precedentes (agosto parecia não ter fim, e ele sempre foi dramático ao hiperbolizar).

-Oba! É mais um dia que começa!
Disse em auto-sarcasmo desesperado.

Descobre, então, que ao seu lado acabara de acordar àquela puta da esquina do tailandês de não longe. Os segundos seguintes se reservaram à tropeça tentativa de lembrar se havia -ou não- usado camisinha horas atrás. Prontamente desiste desse pensar antes de que, se não bastara esquecidamente senil se descobrira também aidético.

- Watashi no okane wa doko ni, kuso?
Disse aquela-que-ele-não-sabia-o-nome, com a maior cara de cú, o que ele poderia ter dito com cerca de quatro palavras. De fato, teve que pagar o dobro por comer o seu cú, fenômeno que até última instância gerou discussão acerca do estado ontologico da possivel estafa a que ele acusava à vadia.

Constrangido, pagou 5000 yenis (1500 mais do que devia) ao ser intimado com a camisinha melada de bosta que ela lhe trouxe do banheiro à varanda em quanto ele gozava do primeiro cigarro sob o fim-de-tarde de uma Tokyo magenta. Sequer havia gozado, ou não na camisinha. Preferiu esquecer, antes bosta do que nada, pensou. E antes uma rapidinha do que troco, logrou a sua lógica ao fazer valer
-huh!
o valor
-huh!
agregado à vergonha
-aaaaah...

Contemplou a japonesa ir-se em quanto se lembrava da asía que assomava-lhe, quando exclamou:
-Malditas Chang hedónicas!
A essa altura já tinha certeza de que colocavam algum entorpecente químico 'gastro-intefatal' nessas cervejas. Químico aparentemente aditivo, uma vez que mesmo assim, e talvez por isso mesmo, era incapaz de não bebê-la a cada despretensiosa visita ao Thai da esquina, cada vez mais frequentes.

Pensava nos amigos, nos domingos, lembrou-se do Faustão e vomitou morosidade. Demasiava-se em sufoco ao cabo do sol que se punha. Refluxo dos seus sonhos, os dias duram já o infinito e cada vez um tanto mais. Os anos, não obstante, se expremem em 24 horas e cada vez menos.

O fim-dos-tempos é o tempo que leva o sol ao se pôr, cada vez mais estático.

não

não.
olhe, não,
nunca, nem, nem vem.

não irei, nem pensarei,
não queo, já passei,
desisti, cansei, não olhei pra trás.

não olhe, nem reveja,
recapitular, nem pensar,
esqueci, desabitei da cabeça,
foi embora.

já fui embora, eles foram,
os dois, nunca mais,
nunca mais...
se´ra?

sem vida, com vida,
todos nós, longe de susas próprias vidas,
se encontrando em outros lugares.

e eu em lugar nenhum.
precisando me encontrar em algum lugar.
me encontro? não sei,
e se não encontrar?
e o que acontece?

tudo perdido ao passado,
exigindo um mundo novo
e o fato de não ter
desespero formado,
absolutamente desesperado

outra vida, outro olhar,
preciso saber o que eu estou fazendo.

me cansar, desistir de tentar,
será?
e quando tudo irá acabar?
e será que vai acabar?

cansaço de olhar pra tudo isso
sem enxergar o que deveria ver,
olhando com olhos sem olhar
do jeito que se deveria,
sentindo, pensando,
não importa.

só sei que não é o certo.

boa sorte a vocês em morte,
serei alguma vez alguma coisa?
outra vez que olhei, olhei atrás da porta.

precisa encontrar dentro,
ou de fora,
preciso encontrar seja lá onde for.
precisa imaginar que as coisas não são
como deveriam e nem vão ser como do jeito
eu sempre quis fazer,
tudo é uma questão de amor, será?

será?

não.

Skins

Agora eu entendo o seriado Skins. Uma sátira pessimista de um roteirista que consegue enxergar a vida de forma áspera, mas diria, real como ela é. Perpetua uma vingança eterna dos jovens, comparando-os aos fúteis adultos que continuam com seus pensamentos cheios de atitudes mesquinhas: orgulho, raiva, incompreensão. Todos conseguem continuar a se sentirem donos de um mundo onde ninguém de ninguém e sua abolição aos sentimentos mais puros se tornando vulgares diante de drogas e sexo.

Um homem que com certeza viu pessoas que cogitava parecer tão boas e se perdiam na tristeza dessa decadência social já sem volta e sem fim onde não se sabe nem mais ao certo onde vai parar. Uma decadência, não somente jovial, como humanística onde pessoas conseguem putrefazer seus sentimentos até virarem pó ou pequenas partículas perdidas no ar.

Um mundo nojento enfrentado de forma abrupta com arrogância e pessoas que são tão pessimistas com suas vidas que chegam ao determinado ponto de acharem que não se merecem as aquelas outras pessoas que tão futéis pelo pensando chúlo de que é, a vida delas tem mais valor que as outras.

Mas o valor da nossa vida é igual a de todos nós e quando procuramos nos identificar da forma que nós desejaríamos ser e o outro não aceita e daí surgem as diferenças e no final das contas não sabemos por fim que porra nós somos e perdidos nessa falta de definição ou excesso de definição acabando nos reduzimos ao nada e continuamos vivendo nossas vidas mesquinhas de sua insignificância incalculável.

É

Aaaah! Eu sou louco para viver um sonho meu!

bolo de morango

tenha o gosto e o desgosto de provar com gosto o que deveria apreciar.
num bolo gostoso de gosto doce num tempero de morango, meu tempo há de parar para comer.
e comido o bolo gosto que queria provar de tão gostoso o doce tempero do morango que parou meu tempo apenas para comer,
voltei a prosiar da vida e filosofar sem saber aonde chegar.
é isso mesmo, nada de inresponsável, pense comigo:
ninguém sabe aonde quer chegar.
então... vamos nos restringir a discutir o sabor do delicioso bolo gostoso com gosto doce num tempero de morango que para o nosso tempo para se comer.

És você.

Já não se esqueça de mim,
Não me torne assim, nao me deixe assim,
Me queime, me gele, me umedeça.
Me transforme, se apaixone,
Me enlouqueça.

Eu te amo, eu te ganho,
Eu te pestanho, eu receio,
Eu quero um beijo, me veja,
Me enxergue, me sinta,
Olhe minha mão,
Olhe a emoção que tenho
Em te fazer feliz.

Olhe a luta por te botar um sorriso no rosto.
Talvez nao seja tanta,
Mas é o trabalho que gostaria de ter,
Pelo resto de meus dias.

Olhe meus sonhos,
Olhe para você mesma.
Eles estão ali,
Em seu peito,
Batendo... batendo.

Olhe meus olhos,
Veja você no reflexo deles,
Pois brilham ao te encarar.
Veja meu dedo, passar de maneria frágil a sua pele,
Olhe meu sonho, olhe você.

Olhe o que quero de você,
Nada mais do que você,
Não te peço que viva o mundo comigo,
Mas que me escolha pra viver o seu mundo,
Com você.

Por quê tão belo e esplêndido?

Porque... porque... não há explicações, enfim. Não terei como explicar, porque nunca conseguirei. Mas me degustarei com palavras, doces e macias que podem acalmar meu coração desta tão forte sensação. Eles podem me elevar aos céus e fazer enxergar de longe a grandeza que está minha alma neste momento. Tão leve e solta, tão esticada, grande, como se encobrisse todo o mundo. Como se eu abraçasse o mundo por estar sentindo tal sentimento. Por estar bebendo a água desta fonte. Não tem como vê-lo, cheirá-lo, porque ele está em tudo e tudo pode ser. Em cada pessoa, é uma única sensação. São todos que bebem dessa fonte e todos sentem sensações diferentes.

As palavras sobre este maravilhoso sentimento apenas irão tentar me satisfazer um pouco que na verdade eu estou sentindo. É tão prazeroso. É tão triste e feliz ao mesmo tempo. A satisfação de sentir isso é como sentir a vida e o instinto presente em todos os animais. Como a leoa que cuida de seu filho. Como um beija-flor beija uma flor.

O sorriso nos rostos das pessoas, o sorriso no meu rosto. Eu me degusto como se me alimentasse de infinitos morangos que estão no ponto. Talvez um chantily para deixá-los ainda mais no ponto. Conforto. As vezes uma angústia tremenda que não há nada que vá equivaler a isto.

O mundo se torna o mais belo de todos e é onde eu encontro todas as minhas inspirações. Elas entram e nutrem meu coração fazendo com que eu encontre a beleza em todas as coisas da vida. Nas flores, nas mais fúteis e nas mais complexas sensações um lado positivo se torna positivo. Apenas o lado mais belo da moeda, da faca de dois gumes é usada. E tudo de que é de mal, é esquecido.

Meu amor, minha paixão, meu sentimento que está presente em mim e sei que está em presente em todos vocês que estão lendo isso, sempre será o conforto dos piores problems em sua vida. É a canção perfeita para te fazer dormir. É o que lhe fará pensar nas melhores imagens na sua mente, enquanto espera o sono chegar, com a cabeça no travesseiro. É o mundo dentro de você. É você ouvindo o mundo com o coração.

É ouvir o mundo com a alma. É sentir o mundo com a alma. É beijar o mundo com o coração, com a alma e com o olhar. É olhar serenamente para estas palavras e senti-las fortes em seu corpo. Bater de frente com elas e esperar que elas sejam absorvidas por sua pele até chegar em sua essência.

E sabe do que é feito a sua essência? De amor.

E o amor transforma tudo, amor de Deus, amor do homem, amor do animal, amor de mãe e filho e o amor de homem e mulher. O amor que transcede as fronteiras e faz enfrentar o mais tremendo caminho que esteja em sua frente. Porque sua mente se torna tão plena que tudo pode ser superado.

Tudo pode ser superado.

Até mesmo você.